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30.11.12

Design para a diversidade cultural




Como forma de disseminação do conhecimento, saiu hoje na Revista Convergências* nº 10, um artigo no qual se aborda a importância do Património Intangível na diversidade cultural, desenvolvendo-se uma reflexão sobre a importância do Design de Comunicação na sua preservação.

O artigo cujo título é: "Design para a diversidade cultural", pode ser consultado aqui: http://convergencias.esart.ipcb.pt/autor/129

"Revista Convergências - Revista de Investigação e Ensino das Artes" é um espaço de disseminação do conhecimento científico, editada pela Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART). Para mais informações sobre a revista consulte o endereço: http://convergencias.esart.ipcb.pt/main

17.8.12

Lisboa: O mito é o nada que é tudo


Foi publicado um artigo com o título "Lisboa: O mito é o nada que é tudo",  in AA. VV., "Natureza e cidades: O viver entre águas doces e salgadas" , Ed.: PUC Goiás, 2012, p. 274-286 – ISBN 978-85-7103-795-3 (coord. Prof. Gercinair Silvério Gandara no âmbito do Programa de Post Doutoramento da Universidade Federal de Goiás, Brasil)


Resumo
Lisboa tem um imaginário profundamente ligado ao mar e ao Tejo, facto que se reflecte no olhar que os poetas lhe dedicam, a comprová-lo temos uma extensa produção poética sobre a cidade. A poesia, os mitos e as lendas constituem património intangível, devendo por esta razão ser acautelados e preservados, por via de dinâmicas desenvolvidas no âmbito do design que possibilitem a sua inteligibilidade e fruição. A preservação deste património, assume particular importância numa era de globalização generalizada, como forma de preservação das idiossincrasias locais e da diversidade global.


Palavras-chave
Lisboa, Tejo, poesia, património intangível, design

14.12.11

Design e Património Intangível


Comunicação/aula realizada na Faculdade de Arquitectura da UTL, no âmbito da unidade curricular "Cultura e Estética Urbana" do curso de Mestrado em Moda, Dezembro 2012.

A comunicação realizada teve por mote a importância do Património Intangível e suas significações na na Cultura e Estética Urbana, assim como a possibilidade de apropriação, reinvenção e reinterpretação deste património pelo design. 




"A verdadeira novidade que perdura é a que toma todos os fios da tradição e os tece novamente num padrão que a tradição seria incapaz de criar”

PESSOA, Fernando. Heróstrato e a busca da identidade.Lisboa: Assírio e Alvim, 2000, p:91


Desenho e colagem de: Rogério Silva

17.10.11

Debate sobre Poesia e Património Intangível

Amanhã dia 18 de Outubro, no Centro Nacional de Cultura, pelas 18:30, debate com José Jorge Letria, Luísa Costa e moderação de Maria Calado.

Programação do CNC em:
http://issuu.com/centro_nacional_de_cultura/docs/descobertas_out_2011_af_net/1

7.9.11

Património Intangível - repensar as relações passado/presente

“Tornar mais operativa a noção de PCI implica desafiar a sua narrativa dominante reconceptualizando-a como algo em constante negociação, através do que manterá um carácter dinâmico e não de mera celebração da sobrevivência do passado e terá mais possibilidades de corporizar um modelo de “conservação emic” sustentado pela respectiva comunidade de praticantes. Um tal posicionamento passa pela aceitação de que têm de ser repensadas as relações entre o passado e o presente.”
Alice Duarte O DESAFIO DE NÃO FICARMOS PELA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL Actas do I Seminário de Investigação em Museologia dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola, Volume 1 2009, pp. 41-61
Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/37378061/1º-Seminario-de-Investigacao-em-Museologia-dos-Paises-de-Lingua-Portuguesa-e-Espanhola-vol-1



10.8.11

Participação no 6º CIPED









No âmbito desta investigação, será feita uma comunicação no 6ª Congresso Internacional de Pesquisa em Design, a realizar nos dias 10, 11 e 12 de Outubro na Fundação Calouste Gulbenkian

Título: Design, para a Inteligibilidade e Fruição do Património Intangível
Subtítulo:Design, Lisboa e Poesia

Sumário:
Esta comunicação tem por objectivo apresentar uma investigação que está a ser desenvolvida no âmbito de um doutoramento em design, e na qual se pretende comprovar a importância da disciplina na sociedade contemporânea, designadamente na identificação e preservação do património intangível. Por via da investigação, e do rigor projectual, pretende comprovar-se que a poesia é património intangível da cidade de Lisboa e que o design é determinante no desenvolvimento de conceitos e estratégias que possibilitem e incentivem o diálogo entre os cidadãos e a sua história, evidenciem vivências passadas e presentes, construindo assim, as memórias do futuro. Assegurando, enfim, a identidade local e a diversidade cultural universal, no mundo global em que vivemos. 


26.8.10

CIDAG

Realizar-se-á em Lisboa de 27 a 29 de Outubro de 2010, a 1ª Conferência Internacional em Design e Artes Gráficas (CIDAG), organizada pelo ISEC e pelo IPT, contará com a presença de individualidades de relevo mundial.
No âmbito da presente investigação foi apresentada, a esta conferência, uma comunicação da qual se publica o resumo:

Design, património intangível e responsabilidade social

Se a responsabilidade social do designer é extremamente significativa no que se refere às questões relacionadas com a protecção ambiental, não o é menos no que concerne à protecção da diversidade cultural, pois a globalização introduz dinâmicas que tendem a contribuir para uma grande homogeneização. Como forma de obstar a esta realidade foi aprovada pela UNESCO, em 2003, a “Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial”. Este património é a expressão sensível, emocional e subtil da identidade de um povo ou de uma comunidade, construída e alicerçada de geração em geração e que necessita de ser preservada.

Considera-se que o design pode ter um papel determinante na preservação do património intangível, pois este necessita ser comunicado e transmitido com rigor, contemplando todas as subtilezas de que é constituído. Na prática do design, conferir inteligibilidade a conceitos complicados, simplificando e depurando ideias complexas, é um procedimento comum. A melhor forma de comunicar é dar ao observador o maior número de ideias num menor espaço, tanto temporal como físico, e com o mínimo desperdício de meios. Encontram-se neste contexto mapas e esquemas, nos quais são conjugadas múltiplas e variadas informações com veracidade e rigor [1].

No entanto a fruição associada à experienciação assume na actualidade um lugar preponderante. Estamos cada vez mais interessados em consumir informações e cada vez menos em fazer ou possuir coisas. O homem será cada vez mais um performer, um Homo Ludens e não um Homo Faber, para o qual não importa ter ou fazer, mas sim conhecer e vivenciar [2]. Também neste âmbito, o design associando conhecimentos teóricos e investigação, recorrendo à criatividade e à tecnologia, pode possibilitar abordagens culturais criativas e dinâmicas, no sentido de propiciar experiências lúdicas, que se oponham à actual tendência de homogeneização das sociedades, a qual deriva do processo de grande aceleração da globalização. Criando assim condições para que a globalização não consista num processo de anulação de diferenças, mas que caminhe a par da diversidade, o que será possível se a oferta de “produtos” globais vier incentivar o desenvolvimento de “produtos” locais através de processos criativos [3].

Da interligação destas questões surgiu uma investigação no âmbito do design que pretende através de um suporte teórico e de uma prática projectual, comprovar que esta área disciplinar possui as ferramentas necessárias para preservar o Património Intangível, possibilitando a inteligibilidade e fruição da poesia que sobre a cidade de Lisboa foi escrita, ancorando-a ao seu património material. Ao fazê-lo, contribuirá para a assumpção e dinamização das características e particularidades da cultura local, enriquecendo também deste modo o património cultural global.

Referências bibliográficas
[1] E. Tufte, Envisioning Information, Graphic Press, 1ª Ed.: Cheshire Connecticut, 1990.
[2] V. Flusser, Vilém, O Mundo codificado -por uma filosofia do design e da comunicação, Cosac Naify, 1ª Ed.: São Paulo, 2007.
[3] A. Melo, Globalização cultural, Quimera, 1ªEd.: Lisboa, 2002.

22.2.10

A poesia, também se expõe [2]

Encontrando-me em S. Paulo, tornava-se imprescindível uma visita ao Museu da Língua Portuguesa. O objectivo desta visita, foi observar como se pode expor algo tão imaterial como a língua, sendo isto possível com recurso à mediação de diferentes suportes interactivos, multimédia e gráficos. É através destes suportes que nos é dado ver e percepcionar a língua portuguesa enquanto elemento comunicacional, mas também cultural.

De uma forma lúdica, é-nos ainda dada a possibilidade de identificar a origem de diversas palavras, a sua história e principais influências sofridas.

À margem da exposição permanente, estava patente uma mostra dedicada a Cora Coralina (Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretãs) com o título “Cora Coralina – Coração do Brasil”, exposição de homenagem à poetisa, na qual era recriado o seu universo pessoal, composto por cadernos manuscritos com poemas e anotações, cartas, publicações e fotografias. Todo este espólio enquadrado num cenário que aludia a janelas coloniais ou ao balaústre de uma ponte, imagens representativas do universo físico vivido pela autora.
Este projecto expositivo teve a curadoria de Júlia Peregrino e a cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara.

Caixas de luz com fotografias do universo da poetisa

Caderno de poemas

Num outro espaço da cidade de S. Paulo, o “Centro Cultural Itaú”, a poesia continua a expor-se, desta vez sob a curadoria de Ademir Assunção e com o título “Ocupação Paulo Leminski: Vinte anos em outras esferas”. Também nesta exposição, dedicada ao poeta, romancista e compositor, o universo do poeta é recriado através das suas composições, dos seus manuscritos e objectos pessoais. Para a sua apresentação foram utilizados diversos suportes gráficos e multimédia.

Fotografia do poeta e entrada para exposição

Universos significativamente diversos, foram comunicados de forma diversa, fazendo com que, também aqui, a essência da poesia fosse intensificada, e as idiossincrasias dos seus autores facilmente apreensíveis.

1.2.10

Design, cultura e património intangível

O design, entendido como um processo que relaciona diferentes áreas de conhecimento, tem como objectivo tornar viável, de modo eficaz, qualquer tipo de necessidade social ou cultural, recorrendo para tal, a técnicas e saberes específicos que possibilitam procedimentos projectuais adequados, enfrenta na sociedade actual novos desafios, directamente relacionados com as necessidades e tendências inerentes à nossa contemporaneidade. Nestas, a inteligibilidade e fruição do património cultural, assumem manifesta importância e devem propiciar a experiência física e sensorial, como forma de potenciar o conhecimento, quer tenham uma finalidade didáctica ou lúdica.

Também, a actual dinâmica da globalização, veio colocar novos reptos aos territórios e aos indivíduos, a hegemonização, por um lado, e a uniformização cultural por outro, exigem dinâmicas criativas, que coloquem em evidência as singularidades e especificidades culturais de cada local e de cada povo, de modo a obstar esta realidade.

Neste sentido a UNESCO, tem vindo a dar particular atenção ao património cultural imaterial e à sua salvaguarda, pois este constitui-se como principal elemento de diferenciação entre os povos, reside na sua cultura e memória sendo indissociável do património material que lhe dá expressão, seja este de ordem edificada, paisagística ou artística.

Deve por esta razão, ser identificado, valorizado e protegido de acordo com o designado na “Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial”.

Neste projecto de design, pretende-se contemplar todas estas dimensões, sejam elas ao nível das necessidades dos cidadãos, ou das recomendações da UNESCO.

28.1.10

Design e património intangível

Pretende-se nesta investigação apurar qual a real dimensão da importância do design na revelação e fruição do património intangível. Isto porque, todo o património cultural na sua dimensão material e intangível necessita de um processo de mediação que possibilite o verdadeiro conhecimento e fruição.

A poesia tem características muito particulares como bem cultural. Exprime-se em parte na materialidade da criação literária escrita, e na intangibilidade dos conteúdos, sentimentos e emoções que suscita estabelecendo uma ligação com os lugares que evoca.

O projecto de design terá por objectivo viabilizar e revelar a obra poética que sobre a cidade foi escrita, criando um espaço museal e ancorando a poesia (património intangível) no património material da cidade, de modo a que também a poética do lugar se revele.

Miradouro Sofia de Melo Breyner Andresen