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17.10.11

Debate sobre Poesia e Património Intangível

Amanhã dia 18 de Outubro, no Centro Nacional de Cultura, pelas 18:30, debate com José Jorge Letria, Luísa Costa e moderação de Maria Calado.

Programação do CNC em:
http://issuu.com/centro_nacional_de_cultura/docs/descobertas_out_2011_af_net/1

11.9.11

Lisboa e poesia



















"São inúmeros os factores que podem influenciar a prática de poetizar os lugares e a cidade, poderão derivar da beleza de Lisboa, da sua luz única que ilumina o casario e se espraia pelas colinas enfatizando o colorido do casario, da proximidade do Tejo grande porta da cidade lugar de partida e chegada, associado a perda e tristeza mas também à esperança de um retorno, sentimento de grande melancolia que a palavra saudade tão bem reflecte, e que Cesário Verde desvela no seu poema “O Sentimento dum Ocidental”. Mas também, inevitavelmente, a profusão de inúmeras camadas históricas e sucessivos passados que estabelecem um diálogo permanente com o presente e que podemos vislumbrar de qualquer ponto mais elevado da cidade, ou experienciar ao percorrer as ruas, as calçadas, os becos e praças que lhe emprestam singularidade e compaginam a cidade numa linguagem por vezes intrincada mas diversificada e constituída por memórias, histórias e imagens."

Maria Luísa Costa. Culture and Mediation: the role of design in preserving the intangible heritage. Sharing Cultures 2011- Proceedings of the 2nd International Conference on Intanglible Heritage. Tomar: Ed Green Lines Institute 2011. p:51

22.8.11

Para que serve a poesia...




"Toda a habitação (toda a existência) supõe uma relação com os lugares, quer sejam ocupados, deixados ou atravessados, lembrados ou imaginados, próximos ou longínquos. Razão por que, mais ou menos, toda a poesia é, segundo a expressão de Goethe, poesia de circunstância. Conquanto tome em consideração o que nela há de contingência irredutível ao conceito (e, logo, à linguagem), o poema é a experimentação de um indisponível que outros chamarão de sagrado..."

Jean-Claude Pinson
in "Para que serve a poesia hoje?" p:38

20.8.11

Luz de Lisboa


















 Lisboa

A luz vinha devagar
Através do firmamento...
Vinha e ficava no ar,
Parada por um momento,
A ver a terra passar
No seu térreo movimento.

Depois caía em toalha
Sobre as dobras da cidade;
Caía sobre a mortalha
De ambições e de poalha,
Quase com brutalidade.

O rio, ao lado, corria
A querer fugir do abraço;
Numa vela que se abria,
E onde um sorriso batia,
O mar já era um regaço.

Mas a luz podia mais,
Voava mais do que a vela;
E o Tejo e os areais
Tingiam-se dos sinais
De uma doença amarela.

Ardia em brasa o Castelo,
Tinha febre o casario;
Cada vez mais nosso e belo,
O profeta do Restelo
Punha as sombras num navio...

Nas casas da Mouraria,
Doirada, a prostituição
Era só melancolia;
Só longínqua nostalgia
De amor e navegação.
(...)

Miguel Torga, in “Poesia Completa”

Fotografia tirada no terraço do Hotel Mundial

13.4.11

Sobre poesia...

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill

27.3.11

Lisboa e poesia



Lisboa e Poesia no facebook










A minha investigação encontra-se na fase de conclusão de entrevistas a peritos, as quais, têm por objectivo a validação das opções efectuadas no que se refere à cidade, à poesia, aos poetas e às estratégias comunicacionais.
Com a conclusão desta fase, iniciar-se-á um novo ciclo de trabalho que será, prioritariamente, direccionado para o projecto de design.
Por razões que se prendem com a conceptualização e estruturação do projecto de design criei a página, no Facebook, que aqui referencio.
Esta página, encontra-se aberta à participação de todos, sem qualquer restrição e pretende aferir interesses, níveis participativos, bem como, sondar vontades por parte dos indivíduos, instituições e comunidades.

Visitem-na, divulguem-na e participem!