Realizou-se no passado mês de Junho de 21 a 23, o Congresso Internacional de Turismo (CIT 2010) sob o tema geral “Património e Inovação”, este congresso foi organizado pelo ISCET e contou um conjunto de personalidades de reconhecido mérito da área académica e empresarial, designadamente: Prof. Gregory Ashworth da Universidade de Groningen – Holanda; Prof. Michael Hall da Universidade de Canterbury - Nova Zelândia; Prof. Michel Maffesoli da Universidade de Paris Descartes - França e Prof. Allan Williams da London Metropolitan University - Reino Unido.
Resumo da comunicação apresentada ao CIT 2010
Cidade, itinerários intangíveis
As grandes cidades encontram-se, mais do que os locais recônditos de cada país, sujeitas a uma grande pressão uniformizadora. Fruto da globalização as cidades são cada vez mais cosmopolitas e iguais entre si. O seu património é o que de mais diferenciador possuem, mas é importante inovar, possibilitar experiências ao nível sensorial, que suplantem a experiência física e cognitiva e se revelem como experiências diferenciadas dentro dos produtos existentes.
O património imaterial, desde que rigorosamente comunicado pode constituir um elemento de poderosa diferenciação das cidades. Facultar o conhecimento da cidade e deste património através de itinerários culturais constituirá uma mais-valia no âmbito do turismo cultural. Revelar a cidade no que de mais singular a caracteriza e percorre-la sob o olhar enlevado de poetas que a descreveram, constituirá mais que um produto inovador, uma experiência inesquecível.
O design terá, na prossecução deste objectivo um papel decisivo, tanto estratégico como operacional ao nível da comunicação do património intangível, dos lugares e do património imóvel que lhe estão associados, contribuindo assim para a revelação da identidade cultural da cidade e do seu povo, bem como da sua história, correspondendo aos anseios sociais de uma dinâmica ao nível do turismo, exigente e inovadora.
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26.8.10
15.2.10
A poesia, também se expõe [1]
Entre 20 Junho e 30 Setembro de 2009, quem passeou pelos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian pôde surpreender-se com este acontecimento. Durante cerca de 3 meses, foi dada a possibilidade a quem por ali passou, de se sentar ou deitar em enormes almofadas e usufruir de um ambiente muito especial, constituído pelo jardim envolto em muita poesia.
Obras, de autores de diferentes nacionalidades, clássicos, modernos e contemporâneos, foram expostas em toldos ao longo de um percurso com cerca de 80m.
Os jardins ficaram mais deslumbrantes, a essência da poesia intensificou-se, quem por ali passou, ficou enlevado.
Realização integrada no programa “Próximo Futuro”, da Fundação Calouste Gulbenkian
Estrutura dos toldos da Arquitecta Teresa Nunes da Ponte, Selecção dos poemas de António Pinto Ribeiro e Coordenação técnica de Jorge Lopes
Meio da Vida
Porque as manhãs são rápidas e o seu sol quebrado
Porque o meio-dia
Em seu despido fulgor rodeia a terra
A casa compõe uma por uma as suas sombras
A casa prepara a tarde
Frutos e canções se multiplicam
Nua e aguda
A doçura da vida
Sophia de Mello Breyner Andresen
Obras, de autores de diferentes nacionalidades, clássicos, modernos e contemporâneos, foram expostas em toldos ao longo de um percurso com cerca de 80m.
Os jardins ficaram mais deslumbrantes, a essência da poesia intensificou-se, quem por ali passou, ficou enlevado.
Realização integrada no programa “Próximo Futuro”, da Fundação Calouste Gulbenkian
Estrutura dos toldos da Arquitecta Teresa Nunes da Ponte, Selecção dos poemas de António Pinto Ribeiro e Coordenação técnica de Jorge Lopes
Meio da Vida
Porque as manhãs são rápidas e o seu sol quebrado
Porque o meio-dia
Em seu despido fulgor rodeia a terra
A casa compõe uma por uma as suas sombras
A casa prepara a tarde
Frutos e canções se multiplicam
Nua e aguda
A doçura da vida
Sophia de Mello Breyner Andresen
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